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Maradona se diz disposto a lutar pelo regime do presidente venezuelano


terça-feira, 08 agosto 2017

O astro argentino Diego Maradona disse que está disposto a combater pelo regime de esquerda do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no momento em que a crise política do país caribenho se aprofunda.

O ídolo esportivo, que apoia movimentos de esquerda na América Latina, declarou seu apoio a Maduro dias depois de o bloco regional Mercosul suspender por tempo indefinido a Venezuela, que acusa de violar os direitos humanos e de não respeitar a democracia.

“Somos chavistas até a morte. E quando Maduro ordenar, estou vestido de soldado para uma Venezuela livre, para lutar contra o imperialismo e os que querem se apoderar de nossas bandeiras, que é o mais sagrado que temos”, escreveu Maradona em sua conta oficial de Facebook na noite de segunda-feira.

“Viva a revolução!!!”, publicou o ex-capitão e ex-técnico da Argentina na mensagem também assinada por sua mulher.

Maradona, famoso por suas declarações polêmicas, foi amigo do líder marxista cubano Fidel Castro –cuja imagem tatuou em uma perna –e do falecido presidente da Venezuela e antecessor de Maduro, Hugo Chávez, que foi parte de una onda de governos de esquerda na América Latina na década passada.

A mensagem, publicada em espanhol, inglês e italiano, foi repudiada pelo líder opositor Henrique Capriles, que é governador de Miranda, o segundo Estado mais populoso da Venezuela.

“Se Maradona quiser vir, eu o busco pessoalmente no aeroporto e o levo para que veja a situação da Venezuela”, disse Capriles nesta terça-feira em uma entrevista à Rádio Mitre da Argentina. “A mal chamada revolução é indefensável”, acrescentou.

A Venezuela atravessa a pior crise de sua história recente, com uma inflação de três dígitos, recessão econômica e escassez de alimentos e remédios, um panorama que pode piorar com a instalação de uma Assembleia Constituinte impulsionada pelo governo para reescrever a Constituição.

 

fonte: AGÊNCIA REUTERS

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